Santa Ceia: contemplação, adoração e temor.


     Deus é simples e ao mesmo tempo, inexplicável. Seu amor não tem limites, mas seus juízos são temíveis. A Santa Ceia é um exemplo clássico disso. Nela temos "pão e vinho", simplicidade e beleza. Da mesma forma, temos a cruz: imponente e cruenta, onde o Filho de Deus recebeu sobre si o alto preço de nossos pecados. Como se aproximar de lugar tão santo? Como entender a profundidade desta cena simples? Como enfrentar o poder furioso deste amor? Nos faltam palavras. O que precisamos é chegar até esta mesa, composta pelos dois elementos, com contemplação, adoração e temor.
     Contemplação, pois nada podemos fazer ali a não ser olhar, contemplar, admirar a cruz. Adoração, pois não há outro registro, em sistema religioso algum, em toda história humana, de um Deus que se tornou gente, morrendo numa cruz por amor às suas criaturas. E temor, por que se não nos submetermos a esse tão avassalador ato de busca, perdão e resgate, nada mais nos resta se não a condenação eterna que nosso pecados merecem. Não há outro caminho (João 14:6).
     Santa Ceia: mistério e revelação, santidade e poder, brisa suave e fogo devorador, onde me vejo só aos pés de Jesus, mas como e bebo na unidade com meus irmãos, membro da família de Deus, aguardando minha completa redenção.
     "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é" (1a João 3:2).

sergiomarcos59@hotmail.com 

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